sexta-feira, 28 de agosto de 2009

zen

Plurificar-se
é permitir-se ao mistério
que paira inesgotavelmente
nas experimentações...


(j. guedes)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"operação pandemia"

Síntese: Um ensejo ao mercado. O documentário, a seguir, mostra que o pânico à gripe suína é mais um embuste estadunidense, forjado para vender as inúmeras doses de Tamiflu que, originariamente, foram produzidas com uma pesada subvenção do governo dos EUA e destinadas ao Japão e China para tratamento da gripe aviária que acometia um contingente de vítimas. Contudo, aquelas populações sofreram sérios efeitos colaterais com o uso do famigerado medicamento, forçando os respectivos governos a suspender a circulação do remédio. Com essa medida, sobrou uma quantidade incalculável de doses de tamiflu. O que fazer com aquele estoque imenso? Inventaram a "pandemia" da gripe suína, aventando de má-fé que o único remédio adequado para o tratamento dessa nova gripe seria o tal do tamiflu. Sem deixar de esquecer que, ao lado da gripe suína, outras doenças matam muito mais pessoas por ano, enquanto que a nova gripe, embora seja séria, não se alastra como a mídia sensacionalista e propagantista insiste em afirmar. Mas, acerca da gripe porcina, o que importa é tomar as medidas profiláticas, cuidando da própria higiene, ou seja, lavando as mãos com frequência e evitando meios de compartilhamento de salivas.

sábado, 30 de maio de 2009

procurando entender


Se começo ou termino, me importa o processo
Tudo que interessa aliena ou instrui

Meu ponto de vista traceja impressões
Marcadas com lastros de opiniões

Em perspectivas concebo ideais
Contrapostos aos vícios sensoriais

Miragens ocupam a minha visão
Cruzada deserta de convicção

Pedaço do mundo voando no espaço
Resposta calada em sono profundo

Prato de um glutão em cima da mesa
Como sobremesa de boa ingestão.

[j. guedes]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

ponto de partida

Veremos veredas
de ramos sem verdes;
com soma de vermes
veredas
seremos.

Saberes com beiras
de sórdidas dores
embalam moinhos
que rodam horrores;
no avesso do verso
há terso em apreço:
Veredas sem verves.

Quem serve traz a medida;
da soma, que valha a ferida
e rir nessa vida
é força de sobra
para o recomeço.

Vem ser
vendo
o sol nascer!

(j. guedes)

sábado, 21 de março de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

influxo

Cavou dentro de si a densa camada de convenções sutilmente impingidas pelos valores culturais, os quais já estavam montados e determinados pelas gerações antecedentes. Foi, de súbito mesmo, que lhe assaltou tal necessidade de arremeter-se pela vereda introspectiva, em busca do significado mais puro da verdade. Como critério axial, elegeu o parâmetro racional niilista e permitiu-se ao mergulho meditativo. Sentiu que, à medida que se aprofundava no abismo aberto pela força de seu ceticismo, visitava noções que agora ganhavam a tônica de preconceitos convulsivos, desfalecidos; enfim, de adereços inúteis. Percebia, com esse exercício, a vulnerabilidade dos signos morais diante de uma estranha e fluente maneira de poder entender tudo. O conjunto de crenças e fórmulas convencionadas adquiria gradualmente um jaez de nulidade, cedendo um âmbito lacunoso com potencial para sorver nódulos conceptivos. Aquela visão resultante da desconstrução redimensionava as raias de sua própria fé. A decorrência subseqüente ao empenho soliturno lhe foi servida de uma conclusão audaciosa: a verdade é imaginária.
[j. guedes]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

introspecção

Entre minhas orelhas
E dentro da escuridão
De meus olhos cerrados,
Ergue-se um valioso templo
Onde reserva o oráculo
Que tanto procuro,
Quando esqueço
meus sentidos
Ocupados em formas alheias e
Crispadas na existência.


[j. guedes]

domingo, 12 de outubro de 2008

Divago numa vaga
e não só
um afago que se apaga
me acaba,
mas um nó
que me trava
não desata
nem me mata.

[j. guedes]

crença

Se deus existe
ou não existe
fica por conta
da ignorância
de cada um.

[j. guedes]