domingo, 4 de outubro de 2009

desperdida

O oco do berro alumia
E abre uma boca na terra
O fosso da crença espera
O advento da trégua
A cada berro estourado
A cada sangue minado
De cada laço apertado
No espaço tumultuado
No curso da terra sem trégua
Que deixa um oco sem fim
A troco de meros caprichos
Que a chama do medo cunhou
Para suportar ilusões
Que nutrem a fúria da guerra
Como uma prova de amor.

 [j. guedes]

4 comentários:

Manoel Telles disse...

Cara, você tem grande talento com o uso das palavras. Semeie mais versos de fazer gosto.
É isso.
Falô.

Fah disse...

versos de luto...

Mauro disse...

taí outro caso de polícia.
rsrsrsrsrs.

Dea disse...

lírico e triste.